Memória Roubada

Teatro
Teatro Alfredo Mesquita
07/02/14 a 09/03/14 -
R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Memória Roubada vai do colorido de uma viagem à Indonésia às lembranças de um passado sofrido no palco do Teatro Alfredo Mesquita

Memória Roubada é uma celebração ao ímpeto de tomar riscos, à fé e à crença. Uma historia sobre o poder das historias e de quem as conta. Um poema para a memória do circo. É uma homenagem à riqueza das historias que repousam, muitas vezes, escondidas nos frágeis corpos dos idosos.

O espetáculo é resultado da parceria artística entre as companhias de teatro paulistanas Linhas Aéreas e Solas de Vento, o diretor australiano Mark Bromilow (ex-Cirque du Soleil) e dois artistas convidados da cia canadense Les Deux Mondes, de Montreal, Michel Robidoux e Yves Dubé. Reestreia dia 7 de fevereiro, sexta, no Teatro Alfredo Mesquita, para uma curta temporada até 9 de março. Não haverá apresentação nos dias 28/02 e 01/03. 

Reunindo em sua dramaturgia técnicas circenses aéreas e vídeo, Memória Roubada entrelaça as narrativas de duas mulheres: Aparecida, uma senhora de mais de 90 anos, e Renata, uma bibliotecária que lê livros para esta senhora no hospital. Fragmentos históricos - como a segunda guerra mundial e a ditadura militar, além de fatos atuais - servem de pano de fundo para a história que levará a protagonista a uma viagem até a ilha de Bali.

Renata (Ziza Brisola), jovem mulher de 40 anos, tem sua rotina ordenada e sem surpresa. Sua vida pacata esconde uma moça confusa que nunca entendeu por que foi deixada pela mãe quando tinha 16 anos. Hoje, o único contato entre ambas é feito por meio de cartões postais vindos de Bali. Passa seu tempo livre com Sig, seu fiel cão, e é fã de novelas.

Dona Aparecida (uma boneca realista, de tamanho médio, manipulada pelo ator Bruno Rudolf), foi uma grande trapezista, viajou dos anos 1930 aos anos 1960, viveu intensamente, arriscando-se com leveza e poesia pelos ares. Aos 94 anos, com o corpo frágil, revisita suas memórias que são narradas em off pela voz da atriz Walderez de Barros. Quando Renata vai ler as histórias para D. Aparecida, uma ligação forte se estabelece entre as duas mulheres tão diferentes.

A tranquilidade de Renata permite a Dona Aparecida redescobrir pedaços perdidos do seu passado, em particular os momentos vividos durante a ditadura militar no Brasil. A presença forte dessa senhora e a iminência da sua morte, por sua vez, causam forte impacto sobre Renata, que começa uma transformação. Guiada por um novo sentido de aventura e risco, decide empreitar uma viagem para encontrar e confrontar sua mãe, lutando contra seus medos e inseguranças. 

Na segunda parte da trama, Renata viaja para Bali em busca de sua mãe. Elementos da cultura balinesa, como o teatro de sombras e o uso de máscaras de teatro tradicional da Indonésia, são utilizados em cena. Conhecidas como topeng, as máscaras de madeira, que representam personagens cômicos, foram confeccionadas especialmente para a peça pelo artista balinês Nyoman Setiawan. Outros recursos, como bambus manipulados pelos atores, transportam a plateia para cenários de cartão postal de Bali.

Foto por: PAULO BARBUTO
Teatro Alfredo Mesquita Possui acesso à deficientes Cidade: São Paulo - SP Preço: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) Endereço: Avenida Santos Dumont, 1770 – Santana (Estação Carandiru)

Datas: 07 de fevereiro a 09 de março de 2014
Horários: Sextas e sábados, às 21h | Domingos, às 19h
Duração: 120 minutos
Classificação: 14 anos

Telefone: 11 2221-3657

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