O trem, o vagão e a moça de luvas

Teatro
Teatro Ágora
20/10/12 a 16/12/12 -
R$ 30,00 (inteira) | R$ 15,00 (meia)

Em O trem, o vagão e a moça de luvas, dois desconhecidos se encontram em um vagão estabelecendo um relacionamento passageiro, no Teatro Ágora.

“O trem, o vagão e a moça de luvas” chega a São Paulo no dia 20 de outubro de 2012 para temporada no Teatro Ágora – Sala Gianni Rato.

Em “O trem, o vagão e a moça de luvas”, as personagens da mineira Flávia Pyramo e do paulistano Ernani Sanchez, são desconhecidos que se encontram em um vagão. O último trem (ou metrô) da noite. Dois indivíduos com motivações distintas. A hora avançada da noite aumenta a tensão entre os dois.

Ana, “a moça de luvas”, é uma mulher contemporânea, ou seja, trabalhadora e solitária. É uma operadora de telemarketing que não consegue se comunicar.
Estressada, se colocou no papel de vítima e, sem saúde emocional, não mais inter-relaciona. De “mãos atadas”, encontra-se destituída de sua própria subjetividade. Sugada pelo sistema, tenta sobreviver.

Ernesto é uma incógnita. Pouco se sabe dele, nem mesmo de onde vem ou para onde vai. É, sem dúvida, a bifurcação que Ana encontra naquele momento. Ele é o convite à mudança, à abertura. O alfinete no calo que se desfaz.

Assim como o deslocamento físico é dificultado por constantes congestionamentos, o trânsito afetivo, emocional encontra-se represado no excesso de individualismo e solidão. – conta a atriz e produtora Flávia Pyramo.

O primeiro momento na comunicação entre os dois é difícil e ríspido. O momento seguinte é de desconfiança. Até que a moça desata a falar das suas mágoas, frustrações e incertezas. A relação vai num carrossel de afetividade, desconfiança, medo, agressões até culminar em sexo. Num primeiro momento parece absurdo que eles caiam na porrada (literalmente) e depois fazem sexo em um transporte público. Mas isso é factível. Há porrada e sexo nos trens de qualquer cidade do mundo.

A partir daí a relação fica mais afetiva, o que não significa dizer que as discussões terminaram. Apenas mudam de tom. Passa a ser briga de casal. Mas que o espectador não se engane. O trem é passageiro. Na próxima estação a moça desce sem remorso. E o homem segue a viagem. Ambos continuam solitários.

Ao término de cada apresentação o público poderá ir ao palco para conferir de perto a instalação concebida por Flávio Papi.

Artistas e Créditos

  • Xico Abreu (Texto)
  • Renato Rocha (Direção)
  • Flávia Pyramo
  • Ernani Sanchez
Foto por: GUTO MUNIZ
Teatro Ágora Cidade: São Paulo - SP Preço: R$ 30,00 (inteira) | R$ 15,00 (meia) Endereço: Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista
Datas: 20 de outubro até 16 de dezembro de 2012
Horários: sexta e sábado às 21h | domingo às 19h. Telefone: 3284-0290

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